Muita gente entra em contato, pelo Instagram ou até mesmo pelo Youtube, com diversas dúvidas em como começar a investir. São dúvidas em como dar o primeiro passo e sair definitivamente do zero.
Portanto, pensando no fato que 2020 já está terminando, e que 2021 será o ano para você, que ainda não investe, dar seu primeiro passo nos investimentos, resolvi criar esse artigo âncora. Âncora porque será um compilador de muitos outros materiais que já são disponíveis aqui no canal.
Pronto para começar a investir?
Passo 1: Abrir conta em uma corretora de valores
Esse tema já foi abordado no artigo: Não menos importante que saber no que investir, é saber por onde investir. Como escolher uma corretora de valores?
De maneira bastante objetiva, as corretoras são instituições credenciadas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e autorizadas a fazer a intermediação de investimentos. Você precisa de uma corretora para começar a investir.
De maneira comparativa, as corretoras estão para os investimentos assim como os bancos estão para as contas correntes.
Se você está começando, prefira corretoras taxa zero. Quanto menor o custo, menor você será onerado e melhor podem ser seus resultados de longo prazo.
Nos dias de hoje, diversas corretoras já oferecem taxa zero, como: Clear, Banco Inter e recentemente Rico e Toro.
De qualquer forma, leia o artigo mencionado para complementar as informações.
Passo 2: Defina suas metas e quanto você irá aportar mensalmente
Investir é mais do que simplesmente destinar um montante inicial e esquecer dele. A construção de riqueza, muitas vezes, se dará por meio de aportes constantes.
Defina suas metas e quanto irá aportar regularmente, de preferência mensalmente. Os aportes devem ser a primeira parte do seu salário.
Um artigo que pode ajudá-lo: Para quem não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve
Passo 3: Construção da sua reserva de emergência
Não tem jeito. Apesar de ser um assunto bastante clichê, é de extrema importância. Esse tema foi abordado no artigo: Reserva de Emergência, você sabe a importância e como montá-la?.
Não me alongarei das necessidades da reserva já que o tema já foi abordado. Contudo, de maneira resumida, tenha uma reserva de emergência de 6 a 12 meses do seu custo de vida familiar.
O objetivo da reserva é segurança e não rentabilidade. Deverá ser montada em títulos que forneçam segurança e que sejam de fácil resgate: Tesouro Selic; CDBs 100% CDI com Liquidez Diária; Fundos de Investimento DI; e até mesmo contas remuneradas ao estilo NuConta.
Todos esses produtos você encontrará facilmente nas corretoras. No caso dos Fundos DI, são fundos de investimentos (em seu nome vem descrito “DI”, que é derivado do CDI).
Algumas pessoas, muitas vezes, preferem pular essa etapa quando se depararam com o tempo necessário para compor uma reserva. Isso é um erro! A necessidade vem sem aviso prévio.
De qualque forma, costumo a dar uma opção para quem não quer ficar 2 a 3 anos montando uma reserva de emergência para só então começar a investir em outros ativos: pondere, quem sabe, do montante que você tenha para investir, aportar 80% a 90% para a Reserva e o restante em outros investimentos? É uma opção, e pessoalmente falando, acho salutar. É uma maneira de você ir compreendendo o mercado financeiro aos poucos.
Passo 4: Defina sua composição de carteira (primeira parte)
Partindo do princípio que você já tenha sua conta na corretora, que já esteja aportando e criando sua reserva de emergência, é preciso definir sua composição de carteira.
Essa primeira parte é a divisão macro. É o quanto você irá investir, por exemplo, em Renda Fixa e em Renda Variável.
Esse pode ser o ponto mais complexo para quem esteja começando, muitas vezes por desconhecimento das opções e do comportamento de mercado. Para esse ponto, sugiro que você estude, nessa ordem:
- Como compor uma Carteira de Investimentos
- Porque combinar Renda Fixa, Renda Variável e Dólar em uma única carteira pode ser uma estratégia inteligente?
- Ações – Cotações seguem Lucro e Patrimônio
- Fundos Imobiliários (FII) – O que são? Entenda de um jeito simples!
- ETF, uma alternativa simples para quem está iniciando na Renda Variável
Passo 5: Definindo sua composição de carteira (segunda parte)
A segunda parte da composição da sua carteira de investimentos, é você definir em quais ativos irá investir. Por exemplo, você definiu que quer ter 30% do seu patrimônio investido em Renda Variável — em ações digamos assim. Desse percentual, em quais ações de quais companhias você investirá?
Da mesma forma como o passo anterior, seguem artigos para auxiliá-lo a definir essas questões:
- Diversificação de Carteira de Ações
- Analisando ações em 5 simples passos
- Os pilares que envolvem a escolha de uma Ação na Bolsa de Valores
- Como escolher um Fundo Imobiliário
- Ações Ordinárias (ON), Preferências (PN) e UNIT, o que são e qual escolher?
- CDB? LC? Debênture? LCI? LCA? CRI? CRA? Tesouro Direto? CDI? Selic? Socorro!
- Como eu investiria meus primeiros R$ 1 mil hoje?
Passo 6: Comprando suas ações e fundos imobiliários
Tendo tudo definido, agora vem a parte mais fácil. Comprar suas Ações, Fundos Imobiliários, ETFs ou BDRs (o que você tiver definido em sua composição).
Para esses ativos citados, são todos negociados em bolsa. E, para ajudá-lo, vai um passo a passo de como compra-los pela Clear e pela Rico: Comprando sua primeira Ação.
Para os demais ativos, em especial os de Renda Fixa como sua Reserva de Emergência, como citado, são facilmente encontrados nas corretoras. Tenho certeza que você não terá dificuldades em achá-los dentro do aplicativo da instituição.
Passo 7: Conduzindo sua carteira
Depois de tudo definido e comprado (investido), você precisará cuidar de seus investimentos, seja pela rentabilidade, como também questões tributárias. E para isso, não deixe de ler:
- Rebalanceamento de Carteira, o que é e porque fazer
- O que é o DARF e para que serve?
- 5 mitos e verdades: IR para investidores
Passo 8: Plus
Estudo e aprendizado nunca são demais. Compartilho também outros materiais que podem auxiliá-lo em seus estudos:
- E-book! Quero Investir, por onde começar?
- 5 erros de Investidores Iniciantes
- Tesouro direto Prefixado e IPCA+ e a Marcação a Mercado
- Como Investir em Ouro? É mais simples do que se imagina
- 10 livros que te ajudarão em sua trajetória rumo a Liberdade Financeira
- IPO — Oportunidade ou Furada?
Conclusão
O objetivo com esse artigo é ser um trilho para você sair do zero. Espero que possa aproveitar esse vasto conteúdo, e melhor, gratuito.
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Por fim, sou Paulo Boniatti, um forte abraço, até o próximo artigo e tchau!
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