Ativos e passivos; enriquecer e empobrecer. Estes são termos simples, básicos e que todo mundo deveria ter ciência em qualquer processo de enriquecimento.
Contudo, para a grande maioria, são termos pouco compreendidos. E, infelizmente, não ter clareza de suas diferenças é um dos fatores que aumenta gradativamente a distância entre ricos e pobres.
Como muito bem diz o ditado: o rico cada vez fica mais rico enquanto o pobre cada vez fica mais pobre. Mas não precisa ser assim.
Não estamos falando de uma disputa entre classes, de pobres e ricos. Mas estamos falando de mentalidade e, que todo mundo pode sim, ficar cada vez mais rico.
Neste sentido, o primeiro passo, portanto, passa por compreendermos a diferença entre ativos e passivos e como, enquanto o primeiro nos deixará mais ricos, o segundo nos deixará cada vez mais pobres.
De qual lado você quer ficar? Se este tema lhe interessa, confia e vem comigo.
Você gostaria de ganhar mais dinheiro?
Eu imagino que poucas pessoas diriam que não gostariam de ganhar mais dinheiro. Pode até ser que não façam tanta questão – há controvérsias —, mas poucas realmente recusariam um aumento em sua renda.
E a questão é que isso é possível, extremamente fácil e, disponível para todos. Você não precisa necessariamente de um emprego melhor, de um salário maior ou de um milagre da loteria federal.
Pessoas de mentalidade rica, desde há muito tempo atrás, sabem o como ficar mais rico, enquanto os de mentalidade pobre ficam buscando o que pode lhes deixar ricos. E sem entender, ficam a se lamentar, passam por esta vida apenas sobrevivendo, e não vivendo.
E é assim que, enquanto os ricos conseguem ano após ano aumentar sua renda, os pobres, sem entender, se vêm ano após ano com maior dificuldade financeira.
Culpa da inflação? Culpa do sistema injusto? Culpa do governo? Culpa do patrão? Culpa do sistema capitalista? Nada disso! Culpa de si mesmo que não entende a diferença entre ativos e passivos.
Ativos e passivos: entenda ou empobreça
Objetivamente falando: Ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso; Passivo é tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso.
Enquanto, ao receber um montante financeiro, uma pessoa de mentalidade rica busca meios de adquirir mais ativos, a pessoa de mentalidade pobre busca alternativas de adquirir mais passivos.
O problema é que, como já comentei, enquanto os ativos nos trarão mais dinheiro, os passivos nos tomarão.
Exemplos de ativos (vão lhe gerar receitas):
- Emprego ou negócio próprio;
- Títulos de Dívida;
- Ações e Fundos Imobiliários;
- Carros (quando destinados para aluguéis);
- Imóveis (quando destinados para aluguéis).
Exemplos de passivos (vão lhe gerar despesas):
- Carros (quando destinados para uso próprio);
- Imóveis (quando destinados para uso próprio);
- Financiamentos;
- Empréstimos;
- Assinaturas e Serviços.
Se olhássemos os ativos e passivos como uma balança, poderíamos dizer que, os ricos possuem uma balança pesando para o lado dos ativos, gerando muito mais receita e lhes possibilitando comprar ainda mais ativos sucessivamente.
Do outro, as pessoas de mentalidade pobre teriam uma balança pesando para o lado dos passivos, gerando muito mais despesas e lhes obrigando a buscar, recorrentemente, alternativas que aumentem a renda mensal, somente para pagar as contas — isso quando conseguem.
Vejamos, quem hoje consegue ficar longe de um smartphone? Convenhamos que é praticamente impossível. Tudo é feito por meio destes aparelhos.
De todo modo, há quem, por motivos quaisquer, troca de aparelho constantemente, muitas vezes sem necessidade. Independente disso, o que quero que entenda: o smartphone pode ser um dos nossos grandes passivos.
Como? Lembra que comentei que passivo é tudo aquilo que nos tira dinheiro? Não estou falando somente pelo dinheiro da compra, mas pela depreciação (desvalorização) e manutenção.
Um aparelho de R$ 3 mil em pouco tempo não valerá mais do que R$ 1,5 mil. Sem contar, obviamente, as possíveis manutenções por quebra de tela, troca de bateria etc.
Não é meu objetivo dizer se alguém deve ou não trocar seu aparelho. Mas, supondo que você já tenha um smartphone e, se veja frente a possibilidade da troca por um aparelho mais novo ao custo de R$ 3 mil.
Estes R$ 3 mil direcionados a um ativo, neste exemplo um Fundo Imobiliário de código IRDM11 — não se trata de recomendação —, lhe gerariam, somente em renda extra aproximadamente R$390 anuais.
É pouco? Pessoas de mentalidade rica pensariam diferente. Pensariam que, ao invés de perder dinheiro rotineiramente comprando supérfluos, esses R$ 390 somados a investimentos recorrentes, em alguns anos se tornariam uma verdade bola de neve.
O efeito bola de neve de se enriquecer
Os ricos, mais do que destinarem seus recursos para ativos, sabem que, reinvestir seus rendimentos em novos ativos é o que irá gerar uma bola de neve financeira. É o dinheiro fazendo mais dinheiro.
Contudo, para uma mentalidade pobre, é o dinheiro perdendo dinheiro.
Para exemplificar melhor, vamos aprofundar o caso do smartphone. Consideremos dois cenários.
O primeiro cenário, a pessoa adquire um smartphone de R$ 3 mil anualmente. Obviamente o aparelho antigo será dado como parte de pagamento ao aparelho novo.
Temos que considerar que, este aparelho sofre uma desvalorização. Pela média de mercado, um aparelho pode desvalorizar perto de 50% em 2 anos — há casos ainda piores.
Vou “pegar leve”, estou supondo que, realmente a pessoa consiga dar o aparelho antigo de entrada pelo preço de R$ 2,1 mil, necessitando apenas de R$ 878 para adquirir um novo aparelho.
Quem já teve de dar um celular antigo como entrada sabe que a desvalorização é muito maior — sem considerar também a inflação, o cenário seria ainda mais alarmante. Enfim, sem polemizar.
O segundo cenário, ao invés de trocar o aparelho, vamos supor que o mesmo montante fosse investido e reinvestido. Tomarei como base o mesmo fundo imobiliário IRDM11, considerando apenas as receitas por meio de seus dividendos.
Acho que fica fácil de entendermos quem teria mais dinheiro ao final de alguns anos. Mas talvez não na real proporção.
Em 20 anos, aquela pessoa que focou em passivos, trocou o aparelho recorrentemente, teria dispendido R$ 19 mil e teria apenas um aparelho avaliado em R$ 2,1 mil. Perda de 89% do capital.
Do outro lado, aquela pessoa que focou em ativos, teria também dispendido R$ 19 mil, mas teria a um capital aproximado de R$ 104 mil. Ganhos de 432%.
Em 30 anos a comparação seria ainda mais alarmante. A pessoa do passivo teria dispendido R$ 28 mil e teria apenas um aparelho valendo R$ 2,1 mil. Perda de 93% do capital.
Agora, aquele que focou nos ativos, tendo um dispêndio também de R$ 28 mil, teria um capital avaliado de aproximadamente R$ 374 mil, gerando uma receita anual próxima de R$ 43 mil. Receita esta capaz de comprar muitos aparelhos celulares ao ano.
E entenda, este foi apenas um exemplo, baseado em um dos grandes passivos da atualidade. Se considerarmos outros diversos exemplos de passivos que nos submetem a custos desnecessários, nossa renda, provinda de nossos ativos, poderia ser de dar inveja a muito empresário.
Sugiro a leitura: Como conseguir uma grande Renda Passiva, começando do zero e investindo pouco! Baixe a calculadora da Renda Passiva
Os maiores passivos são aqueles que nos ensinaram a obtê-los
Costumo dizer que somos criados para sermos produtos de uma linha de produção da sociedade moderna. Salvo alguns privilegiados, a maioria não consegue enxergar isto.
Vejamos. Nascemos e crescemos:
- Aprendemos a pedir desconto, mas não aprendemos a gerar mais dinheiro com nosso dinheiro.
- Aprendemos a comprar um bom carro — um grande passivo —, mas não em como este capital poderia ser bem aplicado.
- Aprendemos a buscar profissionalização para conseguir um bom emprego, mas não em como podemos empreender. Sem dizer que não nos preparam em caso da perda deste emprego.
- Aprendemos a importância de preencher uma carteira de trabalho para auferir uma aposentadoria futura, mas não aprendemos que isto também embute risco e que, investir nós mesmos, possibilitando independer de previdências diversas, pode nos trazer uma aposentadoria melhor e mais segura.
- Aprendemos a importância de comprar um imóvel e ter um lugar seguro — outro grande passivo —, mas não aprendemos que, a depender, o banco pode nos tomar aquele imóvel caso não consigamos honrar com a dívida.
- Aprendemos a buscar melhores taxas de financiamento, mas não nos ensinam a buscar as melhores taxas de investimentos para que, futuramente, possamos comprar aqueles mesmos passivos onerando muito menos capital.
No fim, cedo ou tarde, aprendemos que, a maneira que nos ensinaram, não nos ensinou a enriquecer, mas a nos tornarmos cada vez mais escravos do dinheiro. Trabalhar somente para pagar as contas. É o tal do foco no passivo.
E, como apenas nos ensinaram a comprar passivos, à medida que não consigamos mais aumento salarial, nos vemos frustrados — isso quando não desesperados — por termos construído muito pouco, muitas vezes quase nada.
Não é o que, é o como
Imagino que tenha ficado claro a importância de focar em ativos ao invés de passivos, caso você tenha interesse em enriquecer.
Contudo, quero lhe dizer que, o que caracteriza algo como ativo e passivo não é necessariamente o que, mas o como.
Um mesmo bem, pode ser caracterizado como ativo ou passivo, a depender de como ele é empregado.
Como exemplo, um imóvel pode ser tanto um passivo quanto ativo. A depender da maneira como é adquirido ou usado, ele pode lhe trazer dinheiro ou tirá-lo.
Geralmente, um imóvel para uso pessoal, apesar de muita gente acreditar que ele seja um ativo, é um grande passivo. Este imóvel não está lhe trazendo mais dinheiro, ele está te custando, reformas, benfeitorias etc.
Mas morar de aluguel também nos trará custos, muitos dizem. Concordo, e não é questão. Aqui estaríamos comparando passivo contra passivo. Neste sentido, quando comparamos imóvel próprio a morar de aluguel, a melhor opção será aquela que menos lhe trará custos. Por considerar que a grande maioria adquire um imóvel por meio de financiamentos, na grande parte das vezes, o aluguel pode lhe trazer menor custo, consequentemente maior possibilidade de investir o dinheiro que lhe sobra a taxas superiores se comparado aos juros do financiamento ou do próprio aluguel.
Do outro lado, quando um imóvel é posto para locação, pode se tornar um ativo, desde que esteja lhe gerando receitas superiores as despesas.
A mesma analogia poderíamos fazer com um automóvel. Com um agravante, os veículos se depreciam a uma velocidade assustadora. Fator inclusive que deve ser colocado na conta, mesmo quando o bem for posto para fins comerciais.
Sugiro a leitura: (1) Comprar ou alugar uma casa? Sejamos sensatos e; (2) Carro de aluguel, uma opção inteligente?.
Portanto, não é o que é um ativo, mas como um bem pode ser um ativo. O essencial é que, pessoas de mentalidade rica estarão sempre buscando pegar parte de seu capital e focar na compra de ativos ao invés de passivos.
Considerações finais
Suponho que você ainda possa estar se indagando: mas os ricos não compram passivos?
Obviamente que sim, a diferença é que, quem paga por seus passivos são seus próprios ativos. As receitas provenientes de seus investimentos lhe possibilitam, em certo grau, adquirir passivos sem comprometer seu patrimônio total.
E, deste modo, temos que concordar com a frase citada no início deste artigo, os ricos cada vez ficam mais ricos porque focam em ativos que lhe deixam mais ricos, os pobres cada vez ficam mais pobres porque focam em passivos que lhe deixam cada vez mais endividados e pobres.
Se você não tem noção de como investir bem e melhor, focando em uma estratégia para a liberdade financeira, tenho 3 altenativas:
- Playlist com o passo a passo para começar a investir;
- Meu livro Montando uma Carteira de Investimentos Inteligente;
- Meu curso Do SaldoZero à Liberdade Financeira.
Espero ter agregado conhecimento.
Sucesso, prosperidade e foco nos ativos.