Montei uma máquina que “imprime” dinheiro, e de maneira legal!

Eu literalmente montei uma máquina capaz de “imprimir” dinheiro. Mas calma, não estamos falando de imprimir dinheiro falso ou coisa do gênero.

Estou falando de “imprimir” dinheiro por meio da mineração de criptomoedas. E o melhor, de maneira extremante simples.

Mas como isso é possível? Bom, é isso que vou explicar.

Se esse tema lhe interessa, confia, vem comigo que o texto está incrível.

Entendendo a mineração de um jeito simples

Para entendermos a mineração, nada melhor que fazermos uma alusão ao processo de um banco.

Quando realizamos uma transferência bancária para alguém, seja por DOC, TEC ou PIX, quem é que valida esta transação? O próprio banco.

Agora, quando estamos falando do universo de criptomoedas, não temos uma entidade central e reguladora. Estas operações entre pessoas são realizadas de maneira totalmente descentralizada.

Em outras palavras, são os próprios participantes da rede que validam essas transações por meio de suas redes Blockchain por exemplo. Esses participantes responsáveis por validar transações são o que chamamos de mineradores.

Durante esse processo de validação, a intenção, mais do que validar transações, é de encontrar novos blocos na rede, ao qual, por meio destes blocos encontrados é que, os mineradores são remunerados por meio do recebimento de novas moedas.

Portanto, minerar é o ato de conectar computadores as redes, validando transações em busca de blocos, sendo estes, os responsáveis por garantir que a rede se mantenha viva e todo o sistema funcione.

E como minerar uma criptomoeda

Pretendo não aprofundar os mínimos detalhes — se necessário faremos textos complementares. Mas em linhas gerais o que precisamos ter para minerar uma criptomoeda:

  1. Computador com bom nível de poder computacional;
  2. Uma carteira de criptomoeda;
  3. Uma pool de mineração.
  4. Software para mineração.

Calma que vou explicar cada um destes pontos.

A importância do poder computacional

A força da mineração está ligada diretamente ao poder computacional que é emprestado à rede. Quanto maior o poder, maior será o retorno proporcionalmente.

Atualmente, a maneira mais popular para a realização da mineração é por meio de computadores com placas de vídeos dedicadas à operação.

Sendo assim, quanto melhor e mais potente forem as placas de vídeo, maiores serão os retornos equivalentes.

Para que você tenha noção, com a cotação atual da Ethereum, uma placa GTX 1660 TI está sendo capaz de gerar R$ 370 mensais, enquanto uma placa mais potente como a RTX 3090 está sendo capaz de gerar R$ 1,5 mil no mesmo período.

Não são necessários super computadores, obviamente um mínimo de poder gerado por uma placa de vídeo dedicada é pré-requisito.

É desta forma que muita gente vem colocando seus computadores gamers ociosos para trabalhar. Quem sabe seu computador também não esteja ocioso e pode lhe dar algum retorno?

Quer saber se a placa de vídeo do seu computador pode minerar e qual o retorno possível? A calculadora da Nicehash lhe dá esta informação — basta informar o modelo da placa.

Calculadora da Nicehash

Uma carteira de criptomoeda

Assim como, para receber dinheiro em um banco é necessário ter um enderenço de agência e conta, no mundo cripto você precisa de um endereço de carteira.

A maneira mais simples de conseguir um número de carteira é tendo conta aberta em uma exchange de criptomoeda: como Binance, Mercado Bitcoin, BitcoinTrade e assim por diante.

E por que isso é necessário? Bom, para o próximo tópico ao qual falaremos das pools de mineração, é necessário informar para a pool qual o lugar (endereço) você deseja receber as criptos que foram mineradas.

Se quiser saber mais sobre carteiras para criptomoedas, sugiro a leitura: Como armazenar seus Bitcoins e outras criptomoedas?

Associe-se a uma pool de mineração

As maravilhas do mundo cripto permitem que você minere de maneira “solo” (sozinho). Contudo, a dificuldade para descobrir novos blocos é extremamente elevada.

Se você tiver pouco poder computacional pode ser que passe meses ou até anos sem encontrar um único bloco sequer. Se não encontrar um bloco, não recebe.

É nesse sentido que entram no jogo as pools (piscinas) de mineração. As pools nada mais são que um grupo de mineradores somam seus poderes computacionais a fim de facilitar essas busca por novos blocos.

A recompensa pelo trabalho é então distribuída aos mineradores individuais baseada na quantidade de trabalho realizado por cada um.

São as “cooperativas” do mundo cripto.

Sites como MiningPoolStats mostram as principais pools por moeda. Como exemplificação, atualmente, a maior pool de Ethereum é a Ethermine.

Software para mineração

Não basta der o computador, é preciso colocá-lo para minerar.

Existem inúmeros softwares para mineração. Dentre os quais, os mais difundidos atualmente são o Nicehash e HiveOs.

Nicehash

Uma boa alternativa a quem utiliza o sistema Windows para outras atividades e não quer dedicar sua máquina exclusivamente à mineração.

Basta baixar e instalar o software em seu próprio computador e então começar a mineração.

HiveOs

O Hive “Os” como o nome já diz é um sistema operacional. Isto quer dizer que o HiveOs é um sistema dedicado à mineração.

Mais indicado para aqueles que querem dedicar uma máquina exclusivamente à esta tarefa. Chamamos computadores assim de RIG de Mineração. A diferença de uma RIG para um computador comum, é o número de placas de vídeos conectadas à máquina.

Acessar o site do HiveOs.

Vale a pena minerar?

Antes de mais nada, não estou recomendando que você comece a minerar. Trata-se de um investimento de altíssimo risco.

Digo isso após 6 meses de mineração. Fiquei muito reticente a trazer esse tema uma vez que sabemos que pessoas são capazes de tudo por dinheiro.

De todo modo, é um conhecimento que não pode ficar guardado. E acredito que você deva estar se perguntado: vale a pena minerar?

Para responder a essa pergunta é preciso ponderar diversas variáveis além de apenas custo e retorno. Mas também, perspectivas futuras e risco da operação.

Custo e retorno

Falando simplesmente pelo viés financeiro. Como comentei o core desta operação está baseado no processamento das placas de vídeo.

A questão é que, essas placas estão sofrendo um problema de escassez no mercado, o que elevou em demasia seus preços.

Placas que até o fim de 2020 eram encontradas abaixo de R$ 1,5 mil não são encontradas por menos de R$ 3,5 mil. Placas como as RTX 3090 já podem ser encontradas acima de R$ 20 mil.

Além disso, o custo de energia elétrica também é alto e não pode ser subestimado.

Sites como Whattomine e o próprio Nicehash ajudam nesse processo retornando dados como velocidade (Mega Hash) e eficiência energética por cada modelo de placa.

Apenas como parâmetro, atualmente minha RIG conta com 10 placas de vídeo:

  • 5 GTX 1660 super;
  • 2 RTX 3060 ti;
  • 2 RTX 3070;
  • 1 RTX 3090.

Esse poderio de 487MH somado aos demais componentes (processador, memória, fontes e etc) teve um custo aproximado de R$ 65mil.

Contudo, minerando Ethereum e pela cotação atual, é gerado, aproximadamente, um retorno bruto de R$ 6mil mensais com custo de energia elétrica de R$ 1mil — rentabilidade aproximada de 7,57% ao mês e investimento a ser pago aproximadamente em 13 meses.

RIG de mineração

Risco da operação

Esta é uma maneira de gerar renda passiva com segurança? Efetivamente não. É uma operação de alto risco.

Mas por que estou falando disso? As respostas são simples.

Primeiro. Atualmente, a maioria dos mineradores vêm minerando Ethereum. Você já ouviu falar em Ethereum 2.0? Previsto para metade de 2022, a nova versão da moeda não será mais minerável por meio de placas de vídeo.

Obviamente existem e continuarão a existir outras moedas mineráveis.

Mas a questão é que ainda é tudo muito nebuloso. Ninguém consegue afirmar o que acontecerá quando um número gigantesco de mineradores de Ethereum passarem a minerar criptomoedas menores.

A mineração irá morrer? Duvido disso. Mas continuará sendo rentável como é atualmente? Aí já não se pode garantir.

Segundo. Com o custo elevadíssimo das placas de vídeo. É preciso se observar qual o percentual está sendo colocado em risco neste tipo de operação. Até porque, e se uma placa queimar? O equipamento fica submetido a um stress de 24h de trabalho diários.

Além disso, e se as moedas que estiverem sendo mineradas perderem valor no mercado?

Tudo isso deve ser muito bem ponderado. É um investimento elevado, com risco maior ainda.

E por que eu estou minerando?

Como sempre gosto de dizer: conhecimento é poder.

Não tenho dúvidas que conhecimentos não são desperdiçados. Aquele conhecimento adquirido no passado pode, em algum momento, lhe ser útil.

Como exemplo:

  • Meu passado de músico me deu conhecimento em sistemas de captação e edição. Foram muito úteis para o SaldoZero;
  • Meu conhecimento como desenvolvedor de sistemas me deu conhecimento de análise e lógica que ajudaram muito na minha vida de investidor;
  • Minha formação em tecnologia me deu conhecimento necessário para montar toda minha RIG de mineração sem maiores dificuldades.

Esses são apenas alguns exemplos.

E sem dúvida o conhecimento que estou absorvendo por não simplesmente comprar uma moeda, mas por fazer parte e entender esse mundo cripto por dentro, me dão uma vantagem maior às pessoas que estão simplesmente comprando uma moeda na expectativa de que se valorizem sem entender como elas realmente funcionam.

Outro fato é que, apesar do montante investido no processo de mineração, é um investimento muito bem calculado, uma parte ínfima perto do restante do capital investido.

Se tudo der errado na mineração ficarei triste? Sem dúvida. Quebrarei com isso? De maneira alguma. Além dos mais, no pior cenário o hardware como um todo pode ser vendido assim recuperando parte do capital.

E puxando um gancho com esse último ponto. Se minha exposição e o risco de ruína são pequenos, a possibilidade de altos retornos são enormes. A isso chamamos de convexidade.

É uma parte do capital investido ao qual a perda pode ser pequena e limitada, mas o ganho pode ser grande e ilimitado.

Como pode ver, assumi os riscos dentro de certos limites de exposição.

Considerações finais

Minerar criptomoeda é algo lucrativo? Sem sombra de dúvidas que, no cenário atual, é extremamente lucrativo. Um retorno de mais de 7% ao mês não é encontrado em qualquer lugar.

Mas a pergunta que tem que ficar é: até quando? Ninguém pode responder.

É um investimento de altíssimo risco. Portanto você precisa estar ciente antes de fazer expressivos investimentos. Não faça nada que possa se arrepender depois!

De todo modo, se você tem um computador pessoal com uma placa minerável, porque não estudar e ver se faz sentido coloca-la para minerar para você?

Como comentei, conhecimento é poder.

Espero ter agregado conhecimento.

Desejo todo sucesso e prosperidade que sei que você merece.

Paulo Boniatti

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