Dia 14 de setembro de 2021. Quinto episódio do SaldoZero aos R$ 100 mil. A série que tem como objetivo mostrar, na prática, o racional e a dinâmica na montagem e condução de uma carteira de investimentos.
Hoje, teremos uma nova posição em um setor que tenho muito apreço. Além disso, relacionada a um ativo pouco comentado.
Portanto, espero que não somente esse episódio, mas a série como um todo, agregue conhecimento e contribua em seus estudos.
Se esse tema lhe interessa, vem comigo!
Objetivo da carteira
Sempre lembrando, nosso objetivo é o de alcançar R$ 100 mil por meio de aportes mensais de R$ 1 mil. Esse objetivo foi definido pelos inscritos do canal. Portanto, se você ainda não for inscrito, não deixe de se inscrever para não perder nenhum vídeo.
E quando alcançaremos os R$ 100 mil? Segundo as expectativas que fizemos no primeiro episódio, será por volta de 2027. A previsão se confirmará? Não há como afirmar que sim. Só o tempo para responder.
Aproveito para convidar você, caso não tenha visto os artigos anteriores, acesse-os aqui e entenda os detalhes da dinâmica das decisões que foram tomadas até o momento.
Aviso importante
Um aviso ultra importante: não copie essa carteira!
O objetivo principal dessa série é colocar minha pele em risco para ajudar você a entender a dinâmica. Mas entender é diferente de copiar.
Estamos falando de uma carteira com renda variável. Ninguém pode prever o comportamento do mercado.
Antes de qualquer investimento, estude. Não seja apenas um passageiro de canais pela internet. Crie sua própria filosofia de investimentos.
Continuando…
Como o mercado se comportou no último mês
A derrocada continua. O risco fiscal brasileiro, somado a guerra entre poderes, ocasionou uma grande volatilidade na Bolsa.
De metade de agosto até metade de setembro a Bolsa brasileira teve uma queda de aproximadamente 4%. O tombo só não foi maior devido ao recuo dado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro no dia 09 de setembro de 2021.
Já o Dólar, apesar do sobe e desce, manteve sua cotação estável no gráfico de 1 mês.
E não se surpreenda, para o futuro, não faltará é volatilidade. O mercado vive de volatilidade. E, quedas podem sinalizar preços mais atrativos em ativos que gostaríamos de incluir em carteira.
Por quanto mais tempo os preços se mantiverem baixos, por mais tempo poderemos comprar mais e melhor.
A carteira em agosto
Relembrando, nossa carteira, no último episódio, estava distribuída conforme a imagem abaixo:

Não entrarei no mérito de quanto ela se valorizou nesse período. Quero tirar essa crença de que precisamos medir a performance mensalmente — e comparar isso a algo ou com alguém. Nosso objetivo é 2027, e rentabilidade de curto prazo não garante rentabilidade de longo prazo.
Foquemos na disciplina e nos aportes constantes.
Novo aporte
Seguindo o combinado, o aporte de R$ 1 mil já está disponível na corretora.
Nesse mês, além de reforçar posição nos ativos pelos quais já estamos investindo, optei por incluir uma nova posição de um setor que tenho muito apreço. Falarei melhor no decorrer do texto.
Percentual de alocação
A única alteração nos percentuais de alocação será por parte da disposição dentro de renda variável — que ganha uma nova posição. Do restante, permaneceremos com os mesmos percentuais.
Alocação por classe:
| Classe | Alocação |
|---|---|
| Proteção Caixa | 30% |
| Proteção Cambial | 10% |
| Renda Variável | 60% |
| Total | 100% |
Dentro de Renda Variável, teremos três subclasses
| Subclasse | Alocação |
|---|---|
| Ações | 50% |
| Fundos imobiliários | 30% |
| Stocks | 20% |
| Total | 100% |
Dentro de ações, teremos o seguinte
| Ativo | Alocação |
|---|---|
| EQTL3 | 16,67% |
| PSSA3 | 16,66% |
| ITSA4 | 16,66% |
| SULA11 | 16,66% |
| CGRA4 | 16,66% |
| NOVA POSIÇÃO (nova) | 16,66% |
| Total | 100% |
Em fundos imobiliários
| Ativo | Alocação |
|---|---|
| BCFF11 | 33,34% |
| IRDM11 | 33,33% |
| GGRC11 | 33,33% |
| Total | 100% |
E em stocks, de momento, somente um único ativo
| Ativo | Alocação |
|---|---|
| GOOGL | 100% |
| Total | 100% |
PARD3 – INSTITUTO HERMES PARDINI
Atuante no setor de saúde no que tange Medicina Diagnóstica, a Hermes Pardini tem mais de 60 anos de história.
De maneira resumida, a Hermes Pardini é uma companhia multimarcas, dona das marcas: Hermes Pardini, Laboratório Padrão, Diagnóstika, Progenética, Cemedi, CMNG – Centro De Medicina Nuclear da Guanabara, Ecoar, Laboratório Humberto Abrão, DLE, Toxicologia Pardini e Laboratório Solução.
Além disso, oferece os seguintes produtos: Análises Clínicas, Imagem, Vacinas, Patologia, Toxicologia e Genética.
Possui mais de 120 unidades próprias, mais de 6 mil laboratórios parceiros, logística única e um parque tecnológico com 6 plantas produtivas.
Seus clientes se resumem a: Pacientes, Médicos, Operadoras de Saúde, Empresas, Hospitais, Laboratórios e Indústria Farmacêutica.
Vale a pena acessar o RI da companhia e estudar ainda mais o business dela.
Falando de mercado, a Hermes Pardini está avaliada em R$ 3,1 bi. Participante do novo mercado, com 100% de Tag Along, ótima liquidez e 31% de free float.
Possui um ROE expressivo de mais de 27% com uma Margem Líquida de quase 12%.
É uma empresa pouco endividada. Sua dívida líquida sobre patrimônio líquido beira a proporção de 0,15 com uma liquidez corrente de 1,39.
Além disso, seu histórico de lucro e patrimônio se mostram constantes em um horizonte de 10 anos. Vale ressaltar que desde 2020 estamos passando por um momento conturbado de saúde e econômico. Mesmo assim a empresa mostra que seus resultados em 2021 são superiores a 2019.
Outro fator que chama atenção são seus indicadores de preço, P/L e P/VP que estão nas mínimas. Algo que pode nos sugerir que a empresa esteja mais descontada se compararmos a anos anteriores.
Um ponto interessante, e que vale agregar é que, na decisão de investimentos surgiu o nome da Fleury (FLRY3).
A Fleury, considerada por muitos uma das melhores empresas da Bolsa, atua no mesmo segmento, contudo, seus exames são mais voltados para a massa — e em grande quantidade — enquanto a Pardini atua em exames mais específicos.
A decisão por uma ou por outra pesou, dentre outros fatores, principalmente na análise do controle de endividamento. A Fleury vem aumentando recorrentemente seu nível de dívida.
Nesse sentido, estaremos monitorando-a, para que, em um futuro breve, caso seja percebido que esse aumento na alavancagem tenha sido algo pontual e não degradativo, valha o investimento.
Poderíamos inclusive ter ambas empresas em carteira, fazendo uma dupla no estilo “Bebeto e Romário”. Quem sabe no futuro.
Vamos as compras
Realizada essa definição, vamos as compras.
Os detalhes de como se deram a compra dos ativos, você pode verificar no vídeo abaixo.
Conclusão
Estamos com uma estrutura cada vez mais interessante na carteira. O que nos permite fazer uma leve exposição em algum ativo um pouco mais especulativo — quem sabe no próximo episódio.
E como sempre digo, mais do que compartilhar informação, quero trazer a essência da responsabilidade.
Aos poucos vamos refinando a carteira. Temos um longo caminho até os R$ 100 mil, e certamente ele seria muito mais longo caso trocássemos os pés pelas mãos.
Lembre-se, o segredo não está em termos retornos astronômicos, mas nos mantermos vivos pelo maior tempo possível.
Espero ter agregado conhecimento.
Por fim, sou Paulo Boniatti, um forte abraço e tchau!
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